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Apex-Brasil e Embaixadas atuam juntos para definição de mercados prioritários para exportações brasileiras

Apex-Brasil e Embaixadas atuam juntos para definição de mercados prioritários para exportações brasileiras
15 - Outubro - 2018

A iniciativa é capitaneada pela Gerência de Estratégia de Mercados e deve envolver todos os Projetos Setoriais da Agência para nova priorização dos mercados-alvo para exportações. O processo contará com a contribuição dos Setores de Promoção Comercial  (SECOM) das Embaixadas brasileiras

Trabalhar com parâmetros para definir os mercados de interesse para que cada setor produtivo brasileiro dirija suas exportações faz parte do core business da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Um mapa estratégico com os países e  oportunidades comerciais para as exportações brasileiras sempre foi ferramenta fundamental para cumprir esse objetivo. E para isso foi desenvolvida pela Apex-Brasil uma metodologia de inteligência para que cada setor definisse suas prioridades.

Agora, uma recente integração com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) propiciou a parceria com os Setores de Promoção Comercial (SECOMS) instalados nas embaixadas brasileiras nos diversos países, que vai permitir a obtenção de uma análise muito mais ampla dos interesses de cada um dos mercados. Quem nos fala sobre o tema é a gerente de Estratégia de Mercado da Agência, Sueme Mori Andrade. “Com isso, estamos aplicando uma pesquisa, via Itamaraty, para que seja realizada uma avaliação qualitativa, sobre os interesses que aquele mercado possui em relação a cada um dos setores e produtos brasileiros”, diz a gerente.

Ela explica que até então, o processo para definição de mercados-alvo contava com duas frentes, uma com a análise dos mercados realizada pela própria Apex-Brasil, com notas quantitativas de cada país, somada às análises e indicações das empresas participantes dos Projetos Setoriais. O Programa Brazil Machinery Solutions, por exemplo, passou recentemente por esse processo, quando no final de 2016 e primeiro semestre de 2017, foram cumpridas várias etapas. Para servir de base de análise de cada mercado foi realizado um trabalho prévio, por meio do qual a Agência selecionou e encaminhou ao Programa BMS dados sobre os 60 maiores países compradores de máquinas e equipamentos.

Com a integração com o MRE, os estudos dos SECOMs complementarão esse processo. “A partir de uma escala encaminhada por nós, cada Setor de Promoção Comercial das embaixadas faz uma avaliação objetiva, com uma análise específica dos interesses daquele mercado, com diversas variáveis. Essa ampla análise, somada àquelas levantadas nas etapas realizadas aqui, nos dará uma riqueza de detalhes e uma visão bastante sólida, que propiciarão a elaboração de estratégias e de um conjunto de ações muito mais assertivas em cada um dos mercados apontados pelos setores”, destaca Sueme Andrade.

A esse trabalho foi dado o nome de Exercício de Priorização de Mercado e todos os 114 postos das embaixadas estão sendo acionados. A gerente conta que em 2017 foi feito um piloto com um dos projetos setoriais. Este ano, essa aplicação completa com os SECOMs já foi realizada com mais 17 convênios com entidades setoriais – nove no começo do ano e oito recentemente – sendo que para esses últimos, a Gerência de Estratégia de Mercado já recebeu as análises de 99 SECOMs

De acordo com Sueme, daqui para frente o exercício completo será feito com todos os Projetos Setoriais, no momento da renovação dos convênios entre sua respectiva entidade setorial e a Apex-Brasil. Com relação ao Programa BMS, por exemplo, esse processo completo ocorrerá somente em 2019.

Sueme Andrade ressalta que essa atuação tem muito a ver com a recente integração estabelecida entre a Apex-Brasil e o MRE. “Há uma vontade e uma  orientação clara do presidente da Agência, embaixador Roberto Jaguaribe, para que  as ações sejam realizadas em conjunto com o Itamaraty. Dessa forma, podemos contar com os Setores de Promoção Comercial de cada embaixada brasileira, o que enriquece muito o trabalho com relação às definições de estratégias e as ações voltadas à inserção brasileira no mercado internacional, bem como ao estímulo às exportações e investimentos”, ressalta a gerente.

Confira a matéria completa no Em Ação #68